Fernando Leite Mendes



"Esse espaço é destinado ao escritor,poeta,orador e principalmente ao homem de fé, Fernando Ribeiro Leite Mendes, que já foi inspiração para escritores e amigos como Dom Marcos Barbosa na coletânea" Os olhos azuis de Dona Nina".


Como filho optei escrever sobre a figura humana,boêmia e multifacetada.Expresso meu testemunho nas experiências que vivi por mais de uma década, quando decidi deixar o Colégio Luis Viana Filho no bairro de Brotas, Salvador, para estudar no estado do Rio de Janeiro. 
Ao pisar pela primeira vez em solo carioca, no antigo aeroporto do Galeão,pude observar em meu pai a deliciosa mistura de carioca com baiano.Uma figura que dividia sua presença de forma autêntica entre as barracas do velho Mercado Modelo, incendiado nos anos 60 e os bares da boêmia carioca como Zepelim em Ipanema ou Beco da Fome, na rua Prado Junior em Copacabana.
Católico fervoroso, era presença certa nas missas dominicais do Mosteiro de São Bento, acompanhadas pelo Canto gregoriano, alívio certo para a alma e os ouvidos do poeta, que preparava-se para a rotina movimentada da semana que incluía "Debates Populares" da Rádio Globo no comando de Haroldo de Andrade e o programa " Aqui e Agora", da extinta TV Tupi, emissora por onde permaneceu até o fechamento em junho de 1980.
A vida agitada do rádio, tv e jornal com a participação simultânea em programas veiculados pela Tv Educativa,hoje Tv Brasil, levaram o poeta a procurar um espaço em sua agenda e marcar presença constante no Alemão da Lapa, o famoso " Bar Brasil". Alí conversava com os companheiros do "Diário de Notícias", sediado na Rua do Riachuelo- local onde lancei meus primeiros passos no mundo do jornalismo, como foca de reportagens policiais e do Última Hora na Rua Gomes Freire.
O dia à dia do meu pai era muito peculiar. Ao acordar saía do seu quarto e dirigia-se aos aposentos de sua mãe, Vó Maria Augusta,em sua suíte lia todos os jornais de circulação no dia e só depois das 9:30 pensava em arrumar-se para o início da jornada de trabalho,que muitas vezes durava até 12 horas.
O palco dessa rotina era a casa que havia comprado financiada pela CAPEMI, visto que era também acessor de imprensa da Caixa de Pecúlio dos Militares.


Da varanda de seu quarto apreciava a linda vista de Santa Teresa, vislumbrando o cruzeiro da igreja que deu nome ao bairro.

Apreciava dirigir sua Mercedes Benz ou então o seu Ford Landau azul nos finais de semana. Já no corre corre do dia contava com os prestimosos serviços do motorista e da secretária do lar, a baiana Maria das Dores, ambos faziam parte da família.


A convivência com meu pai renderia muitos capítulos de um livro, mas alguns fatos marcaram minha vida através de pessoas que eram admiradoras do "velho", como eu carinhosamente o chamava.

Ministro Gama Filho, um adorável amigo, pai, educador e fundador de um dos maiores patrimônios da educação no Rio de Janeiro,Complexo Universitário Gama Filho, onde ingressei em 1975 para tornar-me bacharel em Direito-curso não concluído por julgar que seria um péssimo advogado...



Outra figura também marcante foi o Senador Nelson Carneiro, advogado e jornalista,autor da Lei do Divórcio. Esse baiano muito me ensinou tanto na arte de fazer política como numa visão geral da Ciência do Direito, assim como no Jornalismo.

Mas não era só de famosos que Fernando Leite Mendes gostava...Havia os anônimos e esses eram defendidos com unhas e dentes pelo cronista.Lembro-me de um dia em que ao fazer sua agenda na " Mansão do Rato Molhado"-nome que deu à sua casa, recebi a ligação de uma ouvinte da Rádio Globo e do outro lado da linha uma mulher dizia:" Se o Fernando defende com tanto vigor os pivetes que furtam nas ruas do Rio,ele poderia muito bem levá-los para sua casa em Santa Teresa...". O rápido monólogo não pôde ser respondido pois a ouvinte desligou o telefone.
Esse episódio ilustra muito bem a personalidade do debatedor que em tempos de inexistência do Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA), já defendia com versos poéticos os menos favorecidos.
Outra figura simples e de grande estima do poeta foi o Chico,garçom do Bar Brasil da Rua Mem de sá,90. Servindo sempre ao meu pai na mesma mesa na qual se sentavam mestres como o editor José Olympio, Tarcisio Meira Cesar,Altenir Rodrigues,Mister Eco e tantos mais de talento incontestáveis. A figura central era o espanhol Francisco Casas Casal, o "Chico".


Passados quase trinta anos do desencarne do "velho Fernando", revivo a emoção de reencontrá-lo no mesmo cenário de uma saudosa Lapa, que já não é mais a mesma...

Com 72 anos de idade e mantendo intacta a capacidade de fazer contas sem a calculadora,revejo o Chico com a habitual alegria e disposição que o seu freguês número 1 o via. E via mesmo...

Convidado para um evento de premiação dos jornalistas brasileiros no Teatro Municipal, meu pai não conseguia encontrar a tradicional gravata que acompanha os smokings nas festas de gala. Não pensou duas vezes e recorreu ao Chico.À caminho passou pelo Bar Brasil e pegou emprestada a "borboletinha" do amigo garçom, que trabalhou sem o acessório até o final do expediente...




Dizem que na vida tudo passa, ou quase tudo...Prefiro acreditar que as grandes relações,as amizades verdadeiras, as ações positivas e a memória daqueles quede forma distinta conviveram com meu pai permanece...

Fernando Leite Mendes nos deixou em 9 de agosto de 1980. Nesse aniversário de 32 anos da partida desse mestre do jornalismo, registro minha homenagem e também a do Chico que sussurrou ao meu ouvido: ..."Wilson, todo ano no mês de agosto assisto a missa no Mosteiro de São Bento em homenagem ao Professor Fernando..."
À todos que acessarem essa aba do nosso Blog  meu sincero agradecimento. Alegro-me com a oportunidade de relembrar um pouco da vida memorável do baiano que adotou o Rio de Janeiro sem jamais esquecer-se da adorável Bahia que não por um acaso é também de Todos os Santos... 
    Teresópolis, 9 de agosto de 2012

Wilson Leite Mendes,neto, netas e bisneto



                    ACERVO  DE MEMÓRIAS 











Revista Amiga







 







Crônica Artur da Távola



Equipe Aqui Agora


O velho amigo Chico do Bar Brasil





Programa Aqui Agora 








Rua Fernando Leite Mendes na Bahia



Rua Fernando Leite Mendes no Rio de Janeiro- Recreio dos Bandeirantes


Bar Brasil na Lapa- Rj













ASSISTA  A APRESENTAÇÃO EM MODO FULL SCREEN:)
 





                           








 
 
 
 
Fernando Leite Mendes, entrevistando o senador mineiro Magalhães Pinto, ao lado de Ivo, produtor  nos estúdios da extinta Tv Tupi.
 (Foto cedida por Sr. Ivo, morador da Tijuca - Rio de Janeiro).


 
                        Jornalistas da Bahia
 
 
 
 
                      FERNANDO LEITE MENDES
Fernando Leite Mendes era cronista do “Correio da Manhã. Fazia “Sexta-feira, Estórias” uma das coisas mais bem escritas e mais inteligentes da imprensa brasileira. Não tinha nada com a cobertura política. Mas era amigo de Adonias Filho, que era amigo de Castelo Branco, que acabava de ser eleito presidente pelo Congresso.

 
 

O Correio pediu a Fernando que fosse correndo à Ipanema ouvir Castelo. O fotógrafo estava saindo para pegá-lo em casa.

 
 

Fernando morava na Rua Júlio da Castilhos, em Copacabana. Tocam a campainha. Um senhor de terno azul, aflito, sotaque de português, carregado:

 
- O sr. Júlio está?
 
- Aqui não mora nenhum Júlio.
 
JÚLIO DE CASTILHOS
 
O senhor de terno azul pediu desculpas e saiu. Um minuto depois, novamente a campainha. Era o senhor de terno azul. Já agora com um papelzinho na mão:
 
- Me perdoe a insistência. Mas me deram isso aqui. Esta não é a residência do sr. Júlio de Castilhos?
 
- Ah, o doutor Julio de Castilhos não sabia que o senhor viria procurá-lo e morreu há exatamente 60 anos, em 1903. Se soubesse, talvez tivesse esperado.
 
- Ora, pois, pois, então essa não é a rua Fernando Leite Mendes?
 
- Ainda não. Deve ser daqui a 60 anos.
 
O senhor de terno azul era o fotografo do “Correio da Manhã’.

                                  SEBASTIÃO NERY
 
 Projeto área 3- Equipe 1.


Escritores de Ilhéus
Jorge Amado - Residiu em Ilhéus, desde a infância e juventude, e no palacete da rua que hoje tem o seu nome, número 21, atual Casa de Cultura Jorge Amado, escreveu capítulos do seu romance de estréia, O País do Carnaval. Traduzido para quase todos os idiomas, suas obras adquiriram divulgação ainda maior no cinema e na televisão: as telenovelas Gabriela, Renascer e Tieta do Agreste inspiraram-se em cenas e personagens seus, especialmente a emblemática Gabriela, que veio a se tornar símbolo de Ilhéus. A obra ficcional de Jorge Amado compreende os romances ditos "do cacau" (O País do Carnaval, Cacau, Terras do Sem Fim, São Jorge dos Ilhéus, Gabriela, Cravo e Canela e Tocaia Grande, sobretudo) e os romances ditos "da Bahia" (Suor, Mar Morto, Capitães da Areia, Tenda dos Milagres, Os Velhos Marinheiros, etc). Pertenceu às Academias de Letras de Ilhéus, da Bahia e à Academia Brasileira de Letras. Entre os muitos prêmios literários que conquistou, figura, em data recente, o Prêmio Camões, instituído pelos Governos do Brasil e Portugal. A 10 de agosto de 1999 Jorge Amado completou 87 anos de idade. Residiu muitos anos em Salvador, numa casa do Rio Vermelho, onde, passou os últimos anos de vida. Jorge Amado nasceu em Ferradas, distrito de Itabuna em 10 de agosto de 1912, e morreu em Salvador em 6 de agosto de 2002.
Adonias Filho - Notável escritor brasileiro contemporâneo, natural de Itajuípe (ex-Pirangi, antigo distrito de Ilhéus, onde nasceu em 1915). Crítico literário, romancista, contista e ensaísta, Adonias Aguiar Filho pertenceu à Academia de Letras de Ilhéus e à Academia Brasileira de Letras. Foi doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia. Seu estilo característico de prosador, - seco, direto, de escassa adjetivação e percorrido, às vezes, por um sopro lírico - contribuiu para a renovação da linguagem e da carpintaria na novelística brasileira recente. Dentre seus títulos mais significativos, destacam-se Léguas da Promissão (novelas), Corpo Vivo, Memórias de Lázaro, Luanda Beira Bahia, As Velhas e O Homem de Branco (romances). Escreveu os ensaios Sul da Bahia: Chão do Cacau e O Bloqueio Cultural. O ficcionismo adoniano brota da terra cacaueira, seus mitos, costumes e vivências, que ela dramatiza, dando-lhes dimensão de tragédia grega. No Rio de Janeiro, onde residiu muitos anos, Adonias Filho foi diretor da Biblioteca Nacional, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, membro e presidente do Conselho Federal de Cultura. Faleceu em 2 de agosto de 1990, na sua fazenda Aliança, distrito de Inema. Ilhéus homenageou-o com um busto na Praça do Cacau e dando-lhe o nome à Biblioteca Pública Municipal, administrada pela Fundação Cultural, localizada na Praça Castro Alves. Ali, há um retrato grande, a óleo, do romancista, por Célio Góes Aguiar, seu sobrinho.
Sosígenes Costa - Natural de Belmonte, onde nasceu em 11 de novembro de 1901, Sosígenes Costa tem formação ilheense, pois passou a residir em Ilhéus desde 1923. Temperamento retraído e discreto, mas de trato elegante, foi telegrafista do antigo DCT (Departamento de Correios e Telégrafos) e secretário da Associação Comercial. Teria inspirado o romancista Jorge Amado na composição do personagem Sérgio Moura, que aparece em São Jorge dos Ilhéus. Poeta de vocabulário rico e precioso, que o aproxima dos parnasianos, Sosígenes Marinho da Costa adquiriu fama com os seus sonetos crepusculares, inspirados em paisagens de Belmonte e de Ilhéus, admiráveis, entre outros méritos, pelos tons de arco-íris, com predominância do amarelo, e por um delicado lavor de arte oriental. Mas ele soube beber nas fontes de inspiração popular: mitos e lendas que entram na "formação" da terra sul baiana e o ajudaram a compor o longo poema Iararana, monumento modernista comparável ao Cobra Norato de Raul Bopp. Por insistência de amigos, consentiu em reunir sua poética num único volume, Obra Poética, que teve reedição póstuma, acrescentada e comentada por José Paulo Paes, a quem coube também editar o Iararana. Sosígenes Costa deixou cerca de duzentas crônicas publicadas no Diário da Tarde e em processo de exumação literária. Faleceu no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1968.
  Hélio Pólvora - Nascido em Itabuna, residiu duas vezes em Ilhéus, na infância, e aqui voltou a conviver, a partir de janeiro de 1997, como diretor-presidente da Fundação Cultural. Sua formação intelectual está dividida entre Ilhéus, Salvador (onde fez o curso secundário) e Rio de Janeiro. Nesta cidade, passou 32 anos, período em que se iniciou na literatura e no jornalismo. Crítico literário (Jornal do Brasil, Veja e Correio Braziliense), ensaísta (A Tarde Cultural, Salvador), tradutor (entre outros, de Ernest Hemingway, William Faulkner, Mary McCarthy, Isaac Bashevis Singer, Robert Penn Warren, Virginia Woolf, Graham Greene) , contista e novelista (Os Galos da Aurora, Estranhos e Assustados, Noites Vivas, Massacre no Km 13, Xerazade, Mar de Azov, Três Histórias de Caça e Pesca, etc.), Hélio Pólvora dedica-se ultimamente à crônica (Um Pataxó em Chicago, por exemplo). Seu ficcionismo é de linha psicológica, tendendo para o fantástico. Pertence à Academia de Letras da Bahia e assina coluna semanal, de crônicas, em A Tarde, Salvador. Edita o Jornal de Contos, em seis idiomas, na Internet. Conquistou o primeiro lugar, gênero conto, nas Bienais Nestlé de Literatura Brasileira, 1982 e 1986. Tem contos e ensaios de literatura publicados no Exterior. Em 1999, reuniu alguns ensaios de literatura no volume O Espaço Interior.
Jorge Medauar - Natural de Água Preta (antigo distrito de Ilhéus, atual Uruçuca), reside há longos anos em São Paulo, onde foi jornalista e publicitário. Um dos integrantes da chamada geração de 45, Jorge Emílio Meduar estreou com Chuva Sobre a Tua Semente, a que se seguiram Morada da Paz, Prelúdios, Noturnos e Temas de Amor e Às Estrelas e aos Bichos, todos de poesia. Mas foi na prosa, como contista, que se tornou conhecido, a partir da trilogia Água Preta, A Procissão e os Porcos e O Incêndio. Escreveu ainda Estórias de Menino. Uma súmula de sua obra de contista está em O Visgo da Terra. Tem escrito ultimamente para o público infanto-juvenil. Ficcionalmente, insere-se no regionalismo que tem o ciclo do cacau como temática.
Sabóia Ribeiro - Natural de Jaguaribe-Mirim, Ceará, onde nasceu a 7 de janeiro de 1898. Médico formado em Salvador, exerceu a função de interventor no Acre, no primeiro período de Getúlio Vargas, e de prefeito em Itapira, atual Ubaitaba, de 1936 a 1941. Residiu em Ilhéus entre 1942 e 1947, onde colaborou no Diário da Tarde, com o pseudônimo de João da Terra de Ninguém, e faleceu no Rio de Janeiro, a 7 de agosto de 1968. Autor de dois volumes de contos que têm o cacau como tema: Contos do Cacau; Tipos e Cenários do Rio de Contas, de 1966, e Rincões dos Frutos de Ouro; Tipos e Cenários do Sul Baiano, de 1928.
Florisvaldo Mattos - Outro escritor ilheense nascido em Uruçuca. Advogado e jornalista, foi editor do Jornal da Bahia e chefe da sucursal do Jornal do Brasil em Salvador. Atualmente edita o suplemento A Tarde Cultural, considerado o melhor do país no seu gênero. Publicou os livros de poemas Reverdor, Fábula Civil e A Caligrafia do Soluço. Seu ensaio A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates está em segunda edição. Publicou ainda um volume de ensaios literários, Estação da Prosa. Reside em Salvador. Forma, juntamente com Ruy Espinheira Filho, a expressão maior da poética baiana atual.
Telmo Padilha - É natural de Ferradas, antigo distrito de Ilhéus hoje pertencente a Itabuna. Nascido a 5 de maio de 1930, tem formação exclusivamente sul baiana de autodidata, de vez que passou em Salvador e no Rio de Janeiro, nas décadas de 50 e 60, curtas temporadas em busca de definição profissional. Esta veio em Itabuna, como funcionário público federal (Ceplac) cedido ao antigo Conselho Nacional dos Produtores de Cacau, onde dirigiu o projeto cultural PACCE. Colaborou na imprensa regional e de Salvador. Autor de vários livros de poesia, entre os quais O Rio, Quando Tombam os Pássaros, Ementário, Canto Rouco, Poesia Encontrada, O Punhal no Escuro, Travessia. Timbre autobiográfico, um constante monólogo interior, uma permanente imprecação contra suas circunstâncias. A ironia e o desencanto cedem lugar, às vezes, à nota lírica. Prêmio INL de poesia, em 1975, dividido com Homero Homem. Faleceu em 17 de julho de 1997, em desastre de automóvel no trecho Buerarema-Itabuna da BR-101.
Jorge de Souza Araújo - Natural de Baixa Grande, no Recôncavo baiano, veio para Itabuna aos oito anos de idade. Ali cursou o primário e o secundário, entrou na Universidade (curso de Letras) e tornou-se professor. Agente cultural dinâmico com visão empreendedora, liderou movimento teatral de jovens e empenhou-se no jornalismo. Fez mestrado e doutorado no Rio de Janeiro, com o crítico Afrânio Coutinho. Professor da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual de Feira de Santana, orienta atualmente o curso de mestrado na Universidade Estadual de Santa Cruz. Mas é, sobretudo no ensaísmo literário que ele se destaca como grande crítico baiano e brasileiro da atualidade. Autor de O Beco dos Homens, poesias, e Auto do Descobrimento. Em 1999 publicou, pela Editus, seu esperado livro Perfil do Leitor Colonial, obra de pesquisa e referência. Reside em Ilhéus.
Cyro de Mattos - Outro itabunense cuja literatura tem Ilhéus como tema. Nasceu em 1939 e iniciou a carreira literária como contista e, posteriormente, fez-se poeta e autor de livros infanto-juvenis em verso. Neste ramo tem obtido êxito e conquistado prêmios literários. Também pratica a crítica e a crônica. Entre seus livros de contos destacam-se Os Brabos (Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras) e Os Recuados. Na poesia é autor de No Lado Azul da Canção e Vinte Poemas do Rio, entre outros. Organizou duas antologias, Poetas e Prosadores de Itabuna e Poetas e Prosadores de Ilhéus.
Elvira Foeppel - Ilheense de São João do Pontal. Nascida a 15 de agosto, ali viveu até 1947, quando partiu para o Rio. Enquanto em Ilhéus foi professora e colaboradora do Diário da Tarde, com reportagens, poemas, crônicas e outros textos nos quais já se sentia a sua preocupação com formas originais de dizer. No Rio, publicou contos ditos experimentais, no suplemento literário dominical do Jornal do Brasil e estreou em livro, em 1956, com Chão e Poesia. Segundo Marina Torres, sua amiga e colaboradora, Elvira Foeppel já demonstra no primeiro livro "anotações inteligentes, das reações do seu temperamento em face do mundo e dos acontecimentos". O segundo livro, de 1958, é de contos e intitula-se Círculo do Medo. Seguiu-se Muro Frio, em 1961, romance. Sua prosa alegórica, de grande originalidade, levou alguns críticos a considerarem-na precursora de Clarice Lispector. Faleceu a 28 de julho de 1998.
James Amado - É filho de Ilhéus e autor de um livro único, o romance Chamado do Mar, que tem a cidade e sua ambiência marítima como moldura para um estudo psicossocial. Escreveu alguns contos dispersos em revistas e jornais. De códices na Biblioteca Nacional, recolheu a obra completa de Gregório de Mattos e Guerra, que fez editar e reeditar. Pertence à Academia de Letras da Bahia e reside em Salvador.
Firmino Rocha — Itabunense, sempre lembrado por seu poema "Deram um Fuzil ao Menino", que, segundo consta, adorna uma parede na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Emo Duarte — Autor de um romance, Porto da Esperança, sobre Ilhéus e a gente do antigo cais do porto.
Abel Pereira — Autor de alguns volumes de haicais, como Colheita e Poesia Até Ontem. Fundador e primeiro presidente da Academia de Letras de Ilhéus.
José Augusto Berbert — Descende de família ilheense. Jornalista e cronista de A Tarde. Pertence à Academia de Letras de Ilhéus.
Jane Badaró Voisin — Professora de literatura na Universidade Estadual de Santa Cruz, faz doutorado na França. Poeta, autora de Viagem no Escuro e Outras Brincadeiras.
Valdelice Pinheiro — Nascida em Itabuna, em 1929, e ali falecida, é poeta, autora de Pacto e De Dentro de Mim, e fundadora da Faculdade de Filosofia de Itabuna.
Raymundo Sá Barretto — Considerado por Jorge Amado "o último coronel do cacau". Autor de Notas de um Tabelião de Ilhéus.
Aracyldo Marques — Ilheense de nascimento, autor do romance Extermínio, que narra o povoamento de Ilhéus pelo castelhano Francisco Romero, e tem um episódio sobre a Batalha dos Nadadores.
Fernando Leite Mendes — Jornalista, orador brilhante, cronista. Tornou-se conhecido no Rio de Janeiro, como jurado de vários programas de rádio e televisão. Autor de Os Olhos Azuis de D. Alina, livro póstumo, de crônicas.
Aleilton Fonseca — Um dos novos escritores da Região Cacaueira. Estudou em Ilhéus e aqui passou parte da infância. Professor da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Vitória da Conquista). Autor de Jaú dos Bois e Outros Contos, e de uma tese universitária.
Ruy Póvoas — É ilheense, de 1943. Professor titular de Língua Portuguesa da Universidade Estadual de Santa Cruz. Autor de Vocabulário da Paixão, poemas, Itan dos Mais Velhos, contos, e A Linguagem do Candomblé, estudo sócio-lingüístico.
Arléo Barbosa — O historiador Carlos Roberto Arléo Barbosa, um dos fundadores do Instituto Histórico de Ilhéus e do Conselho Municipal de Cultura, é autor de um livro básico sobre a história de Ilhéus, desde a época das capitanias hereditárias: Notícia Histórica de Ilhéus, muito consultado.
Maria Luiza Heine – carioca de nascimento, radicada em Ilhéus desde 1974. Formada em Filosofia pela antiga Fespi, especializou-se em História de Ilhéus e é mestranda em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Professora da Rede Municipal de Ensino, implantou o ensino da História de Ilhéus nas terceiras séries das escolas municipais. Tem três livros publicados: Ilhéus e outras Crônicas, IME, O Sonho de Eusinio Lavigne e Passeio na Capitania de São Jorge dos Ilhéus (3 edições). Em 2003, com a saída de Hélio Pólvora no mês de junho, passou a dirigir a Fundação Cultural de Ilhéus.

ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA – ALITA,
Foram criadas 40 Cadeiras e cada uma delas tem como patrono um vulto que, antes de morrer, deixou em suas pegadas a demonstração do bem querer pelo Sul da Bahia, nosso Estado e o Brasil, como resultado da expressão do talento na sua produção escrita. Dessas cadeiras, 15 já foram ocupadas e as demais estão em vias de ocupação. Também foi eleita a sua primeira Diretoria que tem à frente o Dr. Marcos Antônio Santos Bandeira e a Dra. Sônia Carvalho de Almeida Maron, Presidente e Vice-presidente, respectivamente.


A Academia de Letras de Itabuna – ALITA tem como patrono o consagrado escritor  Adonias Filho. Por fim, enfatizamos que a nova Academia é patrimônio do itabunense, do grapiúna, da comunidade do Sul da Bahia. Por isso mesmo, contamos com o apoio desta sociedade, razão maior de ela ter sido criada.
Marcos Bandeira
Fonte:  Marcos Bandeira Blogspot
 


ALITA ‒ Cadeiras e Patronos
 
  1. Ruy Barbosa    
  2. Sosígenes Costa
  3. Padre Nestor Passos 
  4. Helena Borborema
  5. Jorge Amado
  6. Milton Santos
  7. Telmo Padilha
  8. Euclides Neto
  9. Machado de Assis
10.  Amélia Rodrigues
11.  Minelvino F. da Silva
12.  Afrânio Peixoto
13.  Plínio de Almeida
14.  Valdelice Soares Pinheiro
15.  José Haroldo Vieira
16.  Abel Pereira
17.  Natan Coutinho
18.  Anísio Teixeira
19.  Aracyldo Marques
20.  Ariston Caldas
21.  Augusto Mário Ferreira
22.  Castro Alves
23.  Sabóia Ribeiro 
24.  Clodomir Xavier de Oliveira
25.  Elvira Foepel
26.  Fernando Leite Mendes
27.  Fernando Sales 
28.  Firmino Rocha
29.  Gil Nunes Maia
30.  Hélio Nunes
31.  Ildásio Tavares
32.  Itazil Benício
33.  João da Silva Campos
34.  Jorge Calmon
35.  Jorge Medauar
36.  José Bastos  
37.  Luiz Gama
38.  Manoel Lins
39.  Manoel Fogueira
40.  Walker Luna



 

7 comentários:

  1. nossa wilson,hilario!!
    é pra se guardar a 7 chaves,teu pai fez mais que historias,e vc cuidadosamente,segue seus passos,neste devagar do baiano,vc tambem esta fazendo sua historia,parabens!!!

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  2. Caro amigo wilson,lembra quando a gente ficava na varanda depois de beber uma deliciosa caipirinha e voce comentava que ia descer um helicopetero ali para te pegar.lembra do sebastiao neri e filomena,tarciso hollanda,mauricio,stefano todos amigos, o nome do motorista e gildo vieira de mendonça que casou com a maria das dores, sentimos muita saudade do fernando que considero meu pai tambem e da nossa querida dona maria augusta que com certeza ainda vamos encontrar em outra vida.
    Jornalista antonio carlos ribeiro,diretor de comunicaçao da ojesp e menbro da api. Abraço wilson e parabens pelo blog.

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  3. A cidade do rio de janeiro ficou triste sem o fernando,visitei a casa em santa tereza em janeiro de 2013 fiquei horas la lembrando de cada detalhe.

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  4. Caro amigo vamos marcar um encontro no Rio que pode ser em Santa Tereza ou no Bar Brasil. Fiquei contente de saber que você ainda se lembra da velha "Mansão do Rato Molhado". No mês de janeiro deste ano também estive lá com minha esposa Marisa, mais não entrei. Você conseguiu? Meus telefones estão no meu blog. estou morando no Rio e em Teresópolis. Estive em São Paulo , mais precisamente em Araras no mês passado. Gostaria de saber se tu tens algum material fotográfico do meu pai. Se tiver pode enviar para ilustrar ainda mais a página dele. Um grande abraço amigo e irmão.

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  5. Eu assistia os Debates Populares no Programa Haroldo de Andrade quando ouvi Fernando Leite Mendes cunhar de improviso a linda frase: "Madame solidão é a única que nunca nos abandona, mas antes nos abandonasse".

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  6. Rapaz entre no Wikipédia e registre o nome do seu pai e sua maravilhosa biografia

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